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operária da palavra

Inês Falafogo é operária da palavra, usando-a como matéria para as suas criações multidisciplinares, como a poesia escrita, falada e visual, paisagens sonoras e instalações.

Inventa, escreve, sussurra palavras. Brinca, entoa, namora com palavras. Explora, experimenta, grita palavras. Às vezes, também as silencia, porque o que cala também fala. Na poesia, tem percorrido as possibilidades das suas estéticas escrita, falada e visual. Na prosa tem arriscado pouco; e nas paisagens sonoras, devolve-se à poesia e tenta agarrá-la com os ouvidos — com as mãos já tentou Adília.

As suas criações, nas quais reflete sobre temas como o tempo, a liberdade e a igualdade, têm sido partilhadas em antologias e em festivais de arte nacionais e internacionais.

Foi finalista do concurso Cantar Abril, na categoria Declamar Abril (2024), menção honrosa no Concurso Literário para a Igualdade de Género (2024) e no Festival de Poesia de Lisboa (2023, 2024, 2025). É autora dos livros de poesia Casulo para criar asas e Pérolas e malaguetas.

Em 2013, co-fundou a associação cultural RAIZVANGUARDA, onde coordenou programas de residências artísticas no território do interior de Portugal e organizou oficinas sobre A arte performativa como ferramenta para a democracia, na Arménia e na Geórgia, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

Inês Falafogo dedica-se ao estudo de obras literárias escritas por mulheres e coordena o projeto Mulheres Fazem Revoluções.